Assinala-se Hoje, o Dia Mundial do Algodão, a data instituida pela Organização das Nações Unidas em 2021, serve de ponto de partida para uma discussão mais ampla sobre produção nacional, indústria e criação de emprego.
Este é o assunto que domina hoje, o tema do dia:
O Algodão, é uma das fibras naturais mais antigas utilizadas pela humanidade. A sua história começou há milhares de anos, muito antes da existência das fábricas modernas de tecidos.
viagem desta pequena Fibra que conquistou o mundo.
Uma história marcada pela agricultura, pelo comércio, pela indústria e pelo trabalho de milhões de pessoas, que fez do algodão uma fibra presente no quotidiano e uma matéria-prima de grande importância económica em várias partes do mundo.
Em Angola o algodão também tem uma história bastante antiga, mas a sua produção comercial em grande escala ganhou importância sobretudo no século 20, durante o período colonial, onde o cultivo do algodão foi fortemente expandido pelas autoridades coloniais.
A província de Malanje, particularmente a região da Baixa de Cassanje, tornou-se uma das principais zonas produtoras naquela época.
Na Baixa de Cassanje, o algodão não era apenas uma cultura: era uma força que moldava a paisagem e a vida de milhares de camponeses, a região tornou-se um dos grandes centros produtores desta importante fibra em Angola, numa actividade marcada pelo controlo das autoridades e das empresas coloniais.
Mas, por detrás dos campos de algodão e da riqueza que deles se extraía, escondia-se uma realidade bem mais dura.
Entre a exploração e o silêncio, cresciam o descontentamento e a resistência.
E foi nesse cenário que, em 1961, a Baixa de Cassanje se tornou palco de uma revolta que marcaria a história de Angola.
O administrador do município de Kunda-Dya-Base, Francisco Muta-Combo, resgatou, através da memória oral, os testemunhos dos sobreviventes e dos descendentes dos camponeses que participaram na revolta da Baixa de Cassanje.



