Economista alerta que redução do prazo do “levantamento sem cartão” reforça segurança, mas pode dificultar acesso ao dinheiro.

A redução do período de validade do código de Levantamento Sem Cartão, de 24 para 6 horas, representa um reforço da segurança das operações bancárias, mas poderá criar constrangimentos para muitos utilizadores, sobretudo nas localidades com menor cobertura de caixas automáticas

O alerta é do economista Diogenes Lenga, que analisou os efeitos de uma medida interna anunciada pelo Banco Sol, atribuída à uma directiva da Empresa Interbancária de Serviços (EMIS), tendo considerado que a decisão é adequada, do ponto de vista técnico, por reduzir as oportunidades de fraude associadas à utilização do serviço.

Explicou que quando o código permanecia válido durante 24 horas, havia mais tempo para que fosse partilhado, clonado ou utilizado de forma ilícita.
“O Levantamento Sem Cartão virou a principal ferramenta para quem não tem o cartão físico ou perdeu. Com 24 horas de validade, esse código circulava no WhatsApp, era vendido, era clonado. Seis horas reduzem drasticamente a vida útil do código nas mãos erradas”, afirmou.
Na sua perspectiva, os clientes passarão a gerar o código apenas quando estiverem próximos de uma caixa automática, deixando de o criar com antecedência.

Além disso, admitiu que a medida poderá favorecer o recurso aos chamados “TPA de rua”, por parte de quem não conseguir chegar atempadamente a um ATM.