Mas, deste enorme potencial, apenas cerca de 17 por centoestão atualmente em utilização, o equivalente a aproximadamente seis milhões de hectares.
Ou seja, temos terra,água e diferentes condições climáticas, além de um reconhecido potencial agrícola.
Mas, afinal, se temos terra e capacidade de produção, por que razão o país continua a importar uma parte significativa dos alimentos que consome?
É este o ponto de partida para a nossa conversa, no Tema do Dia, sobre “Segurança Alimentar em Angola: dos números aos factos”
Dados do Ministério da Agricultura e Florestas, referentes à campanha agrícola 2024/2025, indicam que o país produziu mais de 30,4 milhões de toneladas de produtos agrícolas.
A produção inclui culturas como milho, trigo, mandioca, batata-doce, hortícolas, frutas e café comercial, representando um crescimento de8,5 por cento em relação à campanha agrícola anterior.
Os indicadores mostram também que o sector agropecuário tem vindo a ganhar peso na economia nacional. Nos últimos dez anos, a sua participação no Produto Interno Bruto, o PIB, passou de 13,66 por cento, em 2015, para 25,43 por cento, em 2025.
Mas, apesar destes números, a produção nacional ainda não é suficiente para responder às necessidades alimentares do país.
Cerca de 80 por cento da produção agrícola está nas mãos do sector familiar, que continua a enfrentar dificuldades no acesso a factores de produção, financiamento, equipamentos, armazenamento, transporte e escoamento.
O Governo pretende aumentar significativamente a produção na próxima campanha agrícola.
Segundo o ministro da Agricultura e Florestas, Isaac Maria dos Anjos, a meta passa por elevar a produção nacional para cerca de43 milhões de toneladas




