Impunidade alimenta abate de tartarugas nas zonas costeiras do país.

No contexto do Dia Mundial da Tartaruga, que se assinala hoje, o projecto que cuida da preservação e protecção da referida espécie marinha, em Angola, mostra-se apreensivo com a captura e morte discriminada desses animais

O fundador do Projecto Kitabanga, Michel Morais, manifestou a sua insatisfação face ao abate, consumo e comercialização de tartarugas, recorrentemente avistados e denunciados pelos técnicos da sua instituição em zonas costeiras, sem que haja responsabilização dos infractores.

“Na Baía Farta, em Benguela, exactamente na zona de desembarque dos pescadores, estavam a vender carne de tartaruga num local de actividade oficial. Temos fotografias e outros registos e informámos as entidades competentes, que, até hoje, não nos deram qualquer resposta”, lamentou. O mentor do Kitabanga, que fez ainda referência à área entre o Chiombe e a Baía Farta, além da região do Egipto Praia, questionou como se pode fomentar o turismo quando, no percurso entre a Canjala e o Culango, em Benguela, é frequente a exposição de tartarugas abatidas, processadas e secas ao longo da Estrada Nacional 100 (EN-100).

“É uma péssima imagem para o mundo, porque o retorno que recebemos das pessoas que circulam de um lado para o outro é preocupante e comprometedor. Cada vez mais há turistas provenientes da Europa e de outros pontos do mundo a viajar por Angola, fazendo paragens em vários locais”, frisou o líder do Kitabanga.